Trump!

Donald Trump é um empresário nascido em Nova Iorque, em 1946. A Forbes coloca-o na lista das 500 pessoas mais ricas do mundo. Além de ter casado algumas vezes com várias modelos famosas, bem como possuir muitos casinos, hotéis e até ser dono de alguns concursos de beleza, não esquecendo que era o apresentador de um reality-show do canal americano NBC, em junho passado candidatou–se ao lugar de presidente dos Es- tados Unidos da América (EUA). O sistema americano para a eleição do presidente é singular. Existem dois grandes partidos: o Partido Democrata e o Partido Republicano. Os pré-candidatos de cada partido concorrem entre si, fazendo campanha por todos os estados americanos. Esta fase, em que o mais votado de cada partido se torna o candidato presidencial, chama-se “primárias”. Donald Trump concorre pelo Partido Republicano e beneficia de ser a personalidade mais conhecida entre os quinze republicanos que concorrem ao lugar de candidato.

A campanha de Donald Trump tem seguido uma estratégia popularista, para surpreender o Partido Democrata (que tem em Hillary Clinton a candidata mais bem colocada na corrida). Não são poucas as vezes nas últimas semanas que o candidato milionário se envolve em polémicas, que os meios de comunicação ocidentais não hesitam em mostrar. Uma das suas propostas mais recentes passa pela construção de um muro na fronteira entre o México e os EUA para impedir a entrada de imigrantes. Diz que “uma nação sem fronteiras não é uma nação”. Promete ainda expulsar todos os imigrantes ilegais: “manteremos as famílias unidas mas têm que ir embora” depois de dizer que os mexicanos eram traficantes de droga e violadores. Às mulheres de que não gosta chamou-lhes “cadelas”, “gordas porcas” entre outras expressões inqualificáveis. Até o seu próprio partido o criticou, ameaçando mesmo retirar-lhe o apoio. Ao que Trump respondeu que concorreria à presidência como independente.

Até novembro de 2016 (quando se realizarão as eleições) muita tinta correrá. Mas para já, Donald Trump e o seu protecionismo popularista tem dado resultados. Segue, segundo as mais recentes sondagens, à frente de todos os outros pré-candidatos republicanos com 24% das intenções de voto.

por LUÍS GRILO

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