SAPOS DE LOUÇA “VALEM” UM URSO DE OURO

 

Leonor Teles, de 23 anos é, a partir de hoje, a mais jovem realizadora de sempre a receber um Urso de Ouro, para melhor curta-metragem, no Festival de Berlim. “Balada de um Batráquio”, com menos de 10 minutos de duração, aborda a estranha tradição portuguesa de se colocarem sapos de louça às portas das casas comerciais para afastarem pessoas de etnia cigana. Acaba por ser uma lição de vida e um apelo à tolerância e respeito pelas diferenças mas, em forma de filme.

Natural de Vila Franca de Xira e licenciada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Leonor Teles cresceu numa família com raízes ciganas, daí a sua sensibilidade com este tema.  

 

Chamar a atenção “Através da minha história pessoal, pretendi chamar a atenção para um comportamento crescente que se aproveita da crença e da superstição como forma de menosprezar e distanciar outros seres humanos”, explicou a jovem premiada.

O filme concorria pelo Urso de Ouro na secção de curtas-metragens, do Festival de Cinema de Berlim, com outras 24 películas, incluindo outra portuguesa, de Gabriel Abrantes. A 66.ª edição da Berlinale contou com a presença de oito filmes de produção portuguesa, três dos quais na competição oficial, incluindo a longa-metragem “Cartas de guerra”, de Ivo Ferreira

 

por Sandra Simões

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