PORTUGAL NÃO FECHA FRONTEIRAS A REFUGIADOS

A sociedade portuguesa não está a passar ao lado do sofrimento das pessoas que abandonam os países para fugir da guerra. Na passada segunda-feira, Portugal recebeu 64 novos migrantes provenientes do Iraque, da Síria e do Iémen. Neste grupo estão incluídas 20 crianças. Está previsto que o nosso país receba cerca de 10 mil refugiados nos próximos 2 anos. Entre eles, muitos com necessidades urgentes de saúde.

Quinze municípios portugueses disponibilizaram casas e as universidades já se ofereceram para acolher 2 mil estudantes e prestar-lhes condições dignas de formação e de aprendizagem, a começar pela Língua Portuguesa.

O Governo Português, pela voz do Ministro-Adjunto Eduardo Cabrita, sublinhou a importância de receber os 64 refugiados no mesmo dia que acontecem as conversações da UE com a Turquia. A chegada dos refugiados neste dia representa simbolicamente a solidariedade e a ajuda que os países europeus devem prestar, ao contrário do fecho de fronteiras que tem ocorrido em vários países da Europa nos últimos tempos.

CIMEIRA
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, reuniu-se esta segunda-feira com Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, para debater questões como o fluxo de migrantes que se dirigem para a Europa em busca de uma vida melhor. De lembrar que a Turquia, pela sua localização entre a Europa e o Médio Oriente, é essencial para a gestão da crise dos refugiados. A Turquia compromete-se a gerir esta crise, caso seja aceite rapidamente como membro da União Europeia.

por Luís Grilo

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