MUHAMMAD ALI, O KNOCK-OUT FINAL

No dia 3 de junho o mundo foi informado da morte do pugilista (lutador de boxe) norte-americano Muhammad Ali. O “Campeão do Povo”, como era conhecido nos Estados Unidos da América, sofria de Parkinson, uma doença degenerativa que provoca tremores e rigidez corporal. Apesar da sua problemática condição, o lutador usou o seu estatuto e a fama para proporcionar melhores condições no combate à doença.

Nascido no estado do Kentucky, com o nome de Cassius Marcellus Kley Jr. (que alterou após se ter religiosamente convertido ao Islão), foi uma personagem marcante e muitíssimo celebrada no mundo do desporto, mas não só. O “Campeão do Povo” fez 61 combates, perdendo apenas 5 ao longo da sua carreira. Foi campeão olímpico em Roma, no ano de 1960, com 19 anos. Foi também o campeão mundial mais novo de sempre, com 21 anos de idade. Os inúmeros títulos importantes e as vitórias claras tornaram-no, em 1999, “O Desportista do Século XX” pela revista americana Sports Illustrated.
Fora do ringue (onde se praticam os combates de boxe), Muhammad desempenhou papéis fundamentais. Foi um dos defensores dos direitos dos afro-americanos, bem como um anti-militarista e pacifista famosíssimo (tendo mesmo sido preso e afastado do desporto durante 4 anos por se ter recusado a participar na Guerra do Vietname).

Muhammad deixou-nos com 74 anos de idade.

por Luís Grilo

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