Leonard Cohen, o poeta feito de música

Leonard Cohen, o cantor que ficou mundialmente conhecido por êxitos como “Hallelujah” ou “Suzanne”, morreu no passado dia 7, em Los Angeles, com 82 anos de idade. O último disco do cantor canadiano, “You Want It Darker”, foi lançado em outubro, marcado pelos seus bem conhecidos arranjos musicais minimalistas. Neste disco faz reflexões metafísicas sobre a morte, “Aqui estou, aqui estou / Estou pronto, meu Senhor”, diz na canção que dá nome ao trabalho, longe de se imaginar que um mês depois, partiria.

CARREIRA LONGE E INTENSA

Leonard Norman Cohen nasceu a 21 de setembro de 1934, em Montreal. Aprendeu a tocar guitarra flamenca e formou um grupo chamado Buckskin Boys, de música country. Aos 17 anos, escreveu os primeiros poemas, inspirado em autores como García Lorca. Antes de se tornar popular como músico, o artista publicou a coleção de poesias “Flowers For Hitler””(1964) e os romances “The Favorite Game” (1963) e “Beautiful Losers” (1966). A estreia na música acontece com o disco “Songs of Leonard Cohen””(1967), considerado uma obra-prima, onde se inclui canções como “So long, Marianne” e “Suzanne”. A sua voz grave e profunda e o elaborado estilo literário, que mistura reflexões românticas com temas espirituais e existenciais, abriram passagem na cena folk americana para nunca mais parar de surpreender os fãs. Também se dedicou a escrever músicas para Judy Collins, James Taylor, Willie Nelson e muitos outros.
por Sandra Simões

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