ESPECIAL 25 DE ABRIL

Quando, onde e porquê?

Provavelmente já ouviste falar do 25 de abril de 1974. Mas, como é óbvio, não viveste esse acontecimento da mesma maneira que viveram os teus pais e os teus avós.

Foi um movimento social, uma revolução: a Revolução dos Cravos (em Lisboa). O momento que alterou o regime político de Portugal. Não houve violência e o povo ofereceu flores (cravos) aos militares, que as colocaram nos canos das suas armas, simbolizando a mudança e a paz.

Os portugueses não estavam contentes com o governo de Marcelo Caetano, que seguia a política ditatorial de António Salazar, que durou 48 anos.

Era necessário, na altura, seguir o exemplo de outros países europeus, abertos à democracia e às novas ideias. É por isto que este dia é feriado, pois começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade (podemos dizer o que pensamos sem medo), vivemos em melhores condições e as crianças podem ir todas à escola.

 

O que era o Estado Novo?

O Estado Novo (1933-1974) foi um regime político autoritário, conservador e nacionalista em Portugal. De inspiração fascista e tradicionalista, foi durante a Segunda República que o regime criou a sua própria estrutura de Estado, centrada no seu chefe de Estado, António Salazar. Graças a uma polícia como a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), em segredo, censurou, torturou e matou quem não pensava da mesma forma.

Os mais jovens também não escaparam ao regime: com a Mocidade Portuguesa (MP), eram obrigados, dos sete aos catorze anos, a entrar em escolas dedicadas ao regime com submissão total às ordens, à disciplina e ao culto dos deveres morais, cívicos e militares.

 

Um ar de liberdade…

Na madrugada do dia 25 de abril de 1974, militares do Movimento das Forças Armadas (MFA) ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e transmitiram a toda a população portuguesa que pretendiam que Portugal fosse uma Democracia, sem a PIDE e com eleições, onde todos tivessem uma opinião.

Colocaram no ar músicas que a ditadura proibía, como “Grândola, Vila Morena” de José Afonso ou “Pedra Filosofal” de Manuel Freire. A população saiu à rua para ver de perto os acontecimentos e dar força ao movimento.

Marcelo Caetano acabaria por entregar o poder ao general António de Spínola, o primeiro Presidente da República após a ditadura.

 

O que ainda falta mudar?

Há sempre muito para mudar num país e os portugueses sabem disso.  

Existe a crise financeira, que é das mais graves de sempre; continua a haver falta de condições no trabalho; os problemas relacionados com a educação, a cultura e a saúde ainda são uma realidade. Isto só para mencionar alguns. O que nos ensina o 25 de abril é que é sempre preciso lutar para melhorar a nossa condição e dar a nossa opinião, quando certas decisões têm consequências no nosso bem estar, moral e físico, direta ou indiretamente, em qualquer idade!

por Manuel Santos & LPL

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