EDUCAÇÃO EM CRISE

Em Janeiro de 2016, o ministério da Educação decidiu substituir os exames do 4.º e 6.º anos de Português e Matemática por provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º anos – que não contam para a nota final dos alunos. Também acabou com o exame de Inglês no 9.º ano. Para muitas pessoas foi uma boa decisão para criar hábito contínuo de testes sem o stress e para outras é dar mais trabalhos aos professores para nada. O Ministro justifica: “o modelo anterior dos exames não estava só errado, era acima de tudo nocivo: treinar para os exames é pernicioso e nocivo”, pois as provas de aferição servem para perceber o nível de aprendizagem e não a valorização extrema de notas.

Ministro-da-educação
O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues é
o mais novo ministro do governo. Com 38 anos, regressou
a Portugal ao fim de 6 anos em Cambridge
(universidade de renome em Inglaterra) para esta missão
no ministério.

 

 

Que escola queres?
Os pais, os professores, o governo, todos os adultos estão constantemente a perguntar “como deve ser a escola”. E ainda bem! Mas que escola é que as crianças e os jovens querem? O Jornalix foi perguntar a alguns dos seus leitores e  todos querem mais tempo na biblioteca, mais conversas com os adultos, decidir o que vão aprender, estar mais tempo fora da sala de aulas, ter animais na escola, mais experiências, aprender brincando, aprender coisas práticas e comer melhor na cantina.
Todas estas ideias são essenciais em muitas escolas de países do norte da Europa. Porque não aplicar aqui em Portugal? Isso é a pergunta que fazem muitas instituições como a Escola da Ponte em S. Tomé de Negrelos. “O Projeto Fazer a Ponte defende, desde sempre, a promoção da autonomia e da consciência cívica dos alunos, privilegiando o seu progressivo envolvimento nas tarefas e na responsabilidade de gestão da escola. O estreito envolvimento da comunidade educativa na tomada de decisões, nomeadamente na organização da escola e nos processos de aprendizagem, reforça a ideia de que a democraticidade e o respeito pelos interesses dos alunos sobre os demais intervenientes da ação educativa são princípios fulcrais deste projeto.” Isso significa uma escola de todos para todos. Todas as crianças devem ter um espaço e tempo na escola para falar com o seu diretor ou professor sobre estes aspetos.

por LPL

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