ECONOMIA DA CHINA FAZ TREMER O MUNDO

Como funciona a bolsa?

A bolsa é um mercado. Lá vendem e compram pequenas partes de empresas muito grandes, chamadas ações. Cada ação tem um valor em dinheiro. Mas consoante as negociações o valor muda (diz-se que flutua): quando muitos investidores  querem comprar, o preço sobe. Se acontecer o caso de muitas pessoas quererem vender, o preço desce. A este princípio de funcionamento chama-se “lei da oferta e da procura”.

Há mercados bolsistas espalhados por todo o mundo. Normalmente, as bolsas deixam que investidores estrangeiros participem nas negociações. Mas não é o caso na China. No país com mais população do mundo, a bolsa apenas pode ser “frequentada” por cidadãos nacionais, estando fechada a outras nacionalidades.

 

Uma espécie de crise…

O mercado global fez com que a China (e o resto da Ásia) crescesse economicamente nos últimos anos. As fábricas chinesas produzem muito do que se vende, se consome e se utiliza no mundo ocidental. A moeda usada nestes negócios é o dólar (a moeda norte-americana; a moeda chinesa chama-se yuan). Logo, a dívida das fábricas chinesas é feita em dólares. A moeda norte-americana é a moeda mais valiosa no mercado energético (petróleo, gás) e serve de referência para o mundo inteiro. Com a recente crise entre o Irão e a Arábia Saudita (dois dos maiores produtores mundiais de petróleo), o barril de petróleo atingiu o preço mais baixo de sempre, cerca de 30 dólares. Consequentemente, a bolsa chinesa perdeu valor.

… ou o resultado de um plano do governo?

No mercado globalizado, todas as nações dependem umas das outras. De umas mais, de outras menos. Há alguns anos atrás, a China crescia muito (mais de 10% por ano). Nessa altura, os produtos a mais (excedente) fabricados pelos chineses eram comprados pelos Estados Unidos. Depois, passaram a ser comprados pelo Brasil e outros países da América Latina. Mais tarde, deixou de haver compradores interessados. Foi aí que o Governo chinês percebeu que não valia a pena produzir muito e tomaram-se medidas que fizeram o crescimento abrandar.

As exportações  chinesas (o que vendem para outros países) também diminuíram, fruto da nova estratégia do governo que pretende incentivar o consumo interno (o que é produzido na China, é consumido na China).

YUAN

Para dar mais poder de compra aos chineses, o yuan foi desvalorizado várias vezes nos últimos meses. Para isto acontecer imprimiu-se mais moeda para poder haver mais dinheiro no sistema. Com o mesmo valor em yuan compra-se mais. Desta forma, o consumo interno aumentará e isso ajudará o crescimento económico do país. Em Portugal isso não pode acontecer porque a nossa moeda é partilhada com outros país e não depende apenas da decisão de uma nação .

Concluindo, a situação atual da economia chinesa tem consequências para o resto do mundo, devido às dependências de uns países com os outros. Mas tudo isso parece fazer parte de um plano do governo chinês para reequilibrar a economia. Sabemos que durante os próximos dois anos, o crescimento chinês vai continuar a diminuir e os países que exportam para o Oriente irão sofrer perdas. Como já acontece no mercado dos metais como o minério de ferro, o cobre, o ouro ou a platina.

por Luís Grilo

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