DOSSIÊ ESPECIAL: O Carnaval (1)

O Carnaval em Portugal foi repleto, por mais um ano, de carros alegóricos, chuva e muita alegria! Agora é tempo de limpar as ruas, arrumar os fatos e voltar à escola.  Não é bem um feriado e não são bem férias escolares, são uns dias de pausa…
Muitos são os locais onde este evento tem muita popularidade, como Torres Vedras, Madeira, Loures, Ovar ou Mealhada, perpetuando esta tradição que já conta com muitos anos. Há muito tempo que a moda do samba brasileiro invadiu estas cidades, substituindo uma parte da tradição portuguesa. Um elemento comum é a presença de padrinho e de madrinha que desfilam com os cortejos nas ruas que, em regra geral, são o espelho da personalidade nacional e de cada localidade.

Tradicionalmente, o Carnaval tem uma forte ligação com a teatralidade, como acontece em muitos países. Desde a Idade Média que se comemora esta data com uma série de brincadeiras e disfarces, que variam de aldeia para aldeia. Em muitos sítios havia grandes bonecos chamados genericamente de “entrudos”. Em Lazarim (Lamego), mantêm-se bem vivas as tradições ancestrais do Entrudo com as figuras famosas pelas suas máscaras de madeira assustadoras, esculpidas por artesãos e carregadas de referências ao inferno.

ORIGEM CARNAVAL / editorial 5 fev
Para perceber a origem do Carnaval temos de voltar à Grécia dos anos 600 a 520 a.C. (antes de Cristo). Era uma festa extravagante, de festejos populares, com muita comida e diversos rituais para agradecer aos deuses pela fertilidade do solo e a boa produção na agricultura.

Depois de Cristo, esta festa foi julgada como imprópria pelos Católicos porque venerava deuses considerados imaginários. Mas manteve-se a tradição e passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C. (depois de Cristo, antes da Quaresma, período do ano que antecede a Páscoa). Por esta razão, o Carnaval continua com uma forte ligação pagã tal como outras tradições religiosas politeístas (pessoas que acreditam em vários deuses).

por Manuel Santos e Léa López

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