BARRAGEM AMEAÇA A VIDA NA AMAZÓNIA

A ocupação de terras e a desflorestação (cortar árvores sem critério para depois se construir) são dois grandes fatores contra a construção das novas barragens na zona de Tapajós, na Amazónia brasileira. A extinção de árvores, plantas e animais é mais uma possível realidade, pois caso se avance neste mega-projeto, uma área superior a 800 quilómetros quadrados ficará inundada.

Os índios Munduruku sobrevivem exclusivamente graças às suas terras e à pesca feita no rio Tapajós e já anunciaram que farão valer os seus Direitos Humanos, contra a construção desenfreada que o projeto representa. A Greenpeace apoia-os nesta batalha contra as barragens, que dura há 30 anos, e ativistas ambientais de todo mundo têm pressionado a Siemens, uma super-marca que produz as turbinas para este tipo de barragens.

Os apoiantes da construção dizem que a obra vai impulsionar a economia brasileira e permitir que se criem animais e se plante soja, ajudando também às exportações brasileiras. Mas nem sempre o progresso económico representa evolução humana e é isso que neste tema é posto em causa. De salientar ainda que o processo de construção está suspenso desde abril, por ordem da Agência Ambiental Brasileira.
por Luís Grilo

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